sem desperdício

Companhia aérea adota caixa reutilizável para comida à bordo

O lixo não é um problema apenas para o poder público, as indústrias e as residências. As companhias aéreas sabem que também estão na mira dos passageiros e das organizações não governamentais, que pressionam não apenas pelo uso de combustíveis não-fósseis, mas também pela redução dos descartes produzidos durante os voos.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) admite que o desafio é grande. Sem uma regulamentação, diz a entidade, o volume de resíduos da cabine poderá dobrar nos próximos 10 anos, se mantida a atual taxa de crescimento de passageiros transportados.
A Iata lembra, em seu site, que a indústria aérea é criticada por não reutilizar e reciclar seus produtos de cabine. O problema tende a se agravar com o crescimento do número de passageiros. Pesquisas da associação apontam que o setor gerou 5,7 milhões de toneladas de resíduos de cabine em 2017 (dados mais recentes). Sem uma regulamentação que restrinja esse descarte ou que introduza o conceito de economia circular, com novas utilidades para os mesmos objetos, o aumento de lixo é inevitável.

A Emirates Flight Catering (EKFC), uma das principais prestadoras de serviços de bordo do mundo, acaba de apresentar um novo tipo de embalagem, com o objetivo de reduzir os resíduos das suas operações com alimentos. Em vez de adotar o papelão, as caixas passam a ser reutilizáveis, para armazenar e transportar, em média, 100 mil refeições a bordo por dia.
Com a mudança, a EKFC pretende deixar de utilizar 750 toneladas de resíduos de papelão a cada ano. Em comunicado, Saeed Mohammed, CEO da companhia, declarou que essa ação se soma a outras voltadas a uma operação mais sustentável. “Nossa solução para embalagem já é a terceira grande iniciativa que lançamos em um ano, para reduzir nossa pegada ambiental.”
Em setembro, a EKFC anunciou a aquisição de um sistema de energia solar para as suas instalações, que deve gerar 4.195 megawatts-hora de eletricidade por ano – o suficiente para atender a 15% da demanda de energia das instalações de lavanderia, fabricação de alimentos e acomodações de funcionários.
Desperdício
A empresa também comunicou que vai construir a maior fazenda vertical do mundo, por meio de uma joint-venture, com a empresa americana Crop One, líder do setor. O ambiente controlado de 12 mil metros quadrados terá capacidade para produzir, por dia, 2.700 quilos de verduras livres de herbicidas e pesticidas, com redução de 99% no uso de água em relação ao método tradicional.
Pesquisa feita pela Iata aponta que cerca de 20% dos resíduos de cabines incluem alimentos e bebidas que nem sequer foram tocados. Só o serviço de bufê nos voos representou, em 2017, um mercado de US$ 15 bilhões. Ao se fazer as contas para calcular o tamanho do desperdício, fica ainda mais patente para a indústria da aviação a necessidade de melhorar o planejamento e a logística para esse tipo de insumo. Mas não é só esse setor que precisa rever procedimentos. Por ano, o desperdício global leva ao descarte de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos.
A Iata reclama que os controles nacionais de gerenciamento de resíduos ajudam a limitar o lixo produzido durante os voos, mas muitos países não aderiram a esse tipo de regra e adotaram restrições ao descarte de restos de refeições gerados em voos internacionais, para proteger seu setor agrícola de possíveis contaminações. “Esses requisitos restritivos impedem a reutilização e reciclagem de refeições em cabines de companhias aéreas produtos de voos internacionais”, informa a associação.

Projeto Prato Limpo elimina 60% de desperdício de alimentos em hospital

Iniciativa proposta pela Diretoria do hospital foi abraçada por colaboradores, que conseguiram derrubar altos índices de desperdício. Esta ação faz parte do Planejamento Estratégico da instituição, que prevê trabalhar com ações que visam a sustentabilidade e utilização correta de seus recursos.

A observação da Nutricionista do HRA – Hospital Regional de Araranguá, Márcia Scarabelot Hubbe, que realizou um estudo sobre o desperdício de alimentos servidos aos funcionários durante os meses anteriores a setembro no HRA fez com que a responsável pelo Serviço de Nutrição e Dietética (SND) do hospital buscasse estratégias para minimizar as consequências deste resultado assustador. Durante esses estudos, Márcia percebeu que apenas no mês de agosto, foram parar no lixo, 83 quilos de alimentos – e isso tem reflexos diretos na economia.

A profissional fez o dever de casa, já que seu departamento é responsável pelo preparo e distribuição das refeições, com a responsabilidade de garantir a qualidade e segurança alimentar, desde o pré-preparo até a distribuição. O planejamento do cardápio, tipos de alimentos utilizados e quantidade a ser adquirida, estabelecem um equilíbrio entre as necessidades nutricionais e os custos das refeições. Além do planejamento, existem outros fatores que geram o desperdício: as sobras de alimentos descartados pelos colaboradores.

Projeto – O trabalho começou com a conscientização sobre as consequências do desperdício de alimentos. Somado à conscientização, Márcia propôs um desafio aos funcionários do HRA: quem deixasse o prato limpo, teria direito a um cupom e concorreria a prêmios. Cartazes foram espalhados pelo hospital com a frase: “Deixe seu prato Limpo e ganhe um cupom para concorrer a um prêmio surpresa”. O incentivo deu muito certo: a campanha, que iniciou em 01 de setembro, conseguiu diminuir o desperdício em cerca de 62% no mês de setembro, o primeiro de vigência do projeto “Prato Limpo”.

Resultados – “Os funcionários ficaram muito impactados com a pirâmide de alimentos desperdiçados em agosto, que apresentamos para eles, e passaram a ter mais consciência das consequências do desperdício”, comemora a nutricionista, que diz que em setembro, o desperdício, que era em média, de 83 quilos por mês, caiu para 32 quilos: “Com esse resultado surpreendente na redução do desperdício em alimentos agora temos a certeza que nossos colaboradores estão mais conscientes em relação ao desperdício alimentar”, finalizou.

Suflê de Brócolis

Autor: Henrique de França Martins

Tempo de preparo: 35 minutos

Quantidades/Porções: 1 suflê grande

Ingredientes:
Talos e folhas de brócolis
4 ovos
100 ml de leite
50g de manteiga
50g de farinha de trigo
100g de parmesão ralado

Modo de fazer:

  1. Pré aqueça o forno a 180˚C.
  2. Cozinhe as folhas e talos de brócolis e bata no liquidificador junto com o leite até obter uma mistura bem verde e liquida, peneirar o liquido em um recipiente e reservar.
  3. Bater as claras em neve e reservar.
  4. Em uma panela anti-aderente  derreta a manteiga e junte a farinha mexendo até obter uma mistura homogênea.
  5. Acrescentar o líquido dos talos do brócolis e mexer até obter um creme liso.
  6. Adicione as gemas e o queijo e mexa até ficar homogêneo.
  7. Resfrie a mistura e acrescente as claras em neve cuidadosamente.
  8. Unte a forma para suflê com manteiga e farinha, e asse no forno por 25 minutos.
  9. Sirva imediatamente.

Talos de espinafre

Autora: Paola Carosella

Talos de espinafre no vapor com molinho rápido de shoyu- alho-gengibre ralado.

Guarulhos lança projeto para reduzir o desperdício na alimentação escolar

Visando a conscientizar a equipe escolar e os alunos da rede municipal, a Prefeitura de Guarulhos lança o projeto Tchau Desperdício a fim de reduzir o desperdício na alimentação escolar e estimular o aluno a refletir sobre o tema. A ação dá continuidade à campanha Gestos Simples que Transformam, que tem por objetivo incentivar a reflexão sobre os sistemas alimentares e o impacto do desperdício, sensibilizar quanto à sustentabilidade ambiental e multiplicar o tema para a comunidade escolar.

Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, o projeto foi lançando neste mês e contou com a participação das escolas da Prefeitura de Guarulhos Jean Piaget, Jorge Amado, Patrícia Galvão e Selma Colalillo. O objetivo é dar continuidade ao projeto em 2020, quando todas as unidades escolares poderão aderir e receber o selo Tchau Desperdício.

Nesta primeira etapa, as escolas tiveram o acompanhamento dos nutricionistas da Prefeitura de Guarulhos, que realizaram ações como apresentar o projeto, definir estratégias e atividades com a equipe escolar, acompanhar as refeições dos alunos por um dia, pesar sobras sujas e limpas, separar as cascas em outra lixeira e calcular o desperdício de alimentos de cada unidade escolar.

A segunda etapa conta com a sensibilização, na qual os nutricionistas apresentam aos alunos o panorama geral do desperdício por meio de vídeos e slides, realizam atividades lúdicas sobre o tamanho das porções das refeições e certificam alunos como fiscais do desperdício.

Já a terceira envolve equipe escolar, alunos e comunidade. Os alunos certificados multiplicarão as informações e reflexões ao restante da comunidade escolar, elaborando novas estratégias com auxílio dos professores.

A quarta etapa fica por conta da avaliação dos nutricionistas, que supervisionam se as unidades escolares deram continuidade ao projeto. O acompanhamento da equipe escolar e a participação dos educandos são fundamentais para o êxito dos resultados contra o desperdício.

Xô desperdício

Na EPG Patrícia Galvão, localizada no Cabuçu, as cozinheiras já trabalham no combate de desperdício de alimentos. A cozinheira Gislaine Bento da Silva explica que quando os alimentos chegam já são manipulados e congelados para não haver o desperdício. “Todos os dias procuramos contar o número de alunos assim que eles entram na escola a fim de fazer a quantidade necessária das refeições. No momento de servir as crianças, colocamos o prato fracionado e oferecemos de tudo um pouco. Como conhecemos as crianças, a gente tem aquele carinho de saber quem come mais, menos e quem gosta de repetir”, destacou.

Por sua vez, a diretora Jani Serrasqueiro Cardoso ressalta ainda que existe todo um envolvimento da equipe escolar nesta inciativa e conta que o Projeto Tchau Desperdício só tem a agregar na comunidade escolar. “Este é um trabalho muito importante. As professoras estão bem empolgadas e trabalhando bastante com o tema. Além disso, as cozinheiras da escola vão até as salas fazer perguntas e palestras de conscientização, contribuindo com a construção do conhecimento crítico das crianças”, finalizou.

Pão doce de jabuticaba

Autor: Quintal da Aurélia

Pronto! aqui está o pão doce desta Quinta no Quintal. E ele é muito especial, não só porque é feito com farinha orgânica, fermentação 100% natural e todo carinho, mas principalmente porque é resultado do aproveitamento total da primeira colheita da jabuticabeira do nosso Quintal, que já foi considerada estéril.💜
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@comidainvisivel lançou o #desafiodonaodesperdicio para construir o maior livro de receitas e dicas de não desperdício 🙌🏼
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e nós por aqui, aproveitamos tudo, tudinho das jabuticabas que colhemos! uma parte virou geleia e a outra virou essa delícia da foto.
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aqui vai a receita destes enroladinhos, com recheio de aproveitamento de cascas e bagaços.
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Para a massa:
500g farinha de trigo
25g leite em pó
10g de sal
misture os secos e acrescente
150g de levain bem hidratado e borbulhante ou 10g de fermento biológico seco (caso não tenha familiaridade com o fermento natural),
200g de água
75g de ovos
misture até a massa ganhar corpo e então acrescente aos poucos 150g de manteiga até ficar completamente incorporada.
deixe a massa descansar enquanto prepara o recheio.
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Para o recheio:
Separe 1 xícara das cascas e polpas previamente aferventadas e processadas até ficarem quase homogêneas com 1/3 de xícara da seguinte calda:
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bata 150g de açúcar mascavo com 130g de manteiga até ficar cremoso, acrescente então 1g de sal, 60g de mel, 1g de canela e 4g de baunilha .
abra a massa em formato retangular deixando uns 3mm de espessura
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espalhe a mistura acima formando uma camada fina na superfície da massa deixando uma margem de uns 2 cm em um dos lados, para que esta seja selada.
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enrole como um rocambole, embale em filme plástico e leve à geladeira por 8-12 horas.
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Para assar:
Espalhe o que sobrou da calda de açúcar mascavo e manteiga em uma assadeira forrada com papel manteiga que possa ir ao forno. Tire a massa da refrigeração e corte em fatias de mais ou menos 4cm.
Coloque as fatias na assadeira, deixando espaço entre elas, pois ainda vão fermentar mais.
Quando quase dobrarem de tamanho, leve ao forno pré aquecido a 190oC, por 15’.

Instagran: Quintal da Aurélia

Bolo de jabuticaba integral

Autora: Neide Rigo

É tempo de jabuticaba! Esta receita de bolo já tem dois anos que publiquei no blog. Resolvi fazer um bolo comum ao qual incorporei as jabuticabas inteiras, com casca e sementes, partes que costumam ir para o lixo.

Vou repostar aqui hoje porque ganhei ontem dois tantos de jabuticabas de duas amigas e uma opção de aproveitamento é este bolo de aproveitamento integral.

E é com ele que respondo ao desafio feito pela @paolacarosella para participar da campanha da Dani do @comidainvisivel contra o desperdício – estamos juntas! Com a participação coletiva, vamos construir o maior livro de receitas e dicas de não desperdício. Aqui vai a receita, facinha, facinha.

Bolo de jabuticaba integral

Bate no liquidificador 2 xícaras de jabuticabas pequenas inteiras, com casca e semente, com 3 ovos, meia xícara de azeite (ou qualquer gordura), meia xícara de leite (qualquer leite) e 1 e meia xícara de açúcar (qualquer açúcar). Bate até triturar bem.

Passa para uma tigela, junta 2 xícaras de farinha de trigo e 1 colher (sopa) rasa de fermento químico. Mistura bem e assa em forma untada e enfarinhada como qualquer outro bolo.

Desenforma e polvilha com açúcar de confeiteiro fazendo frescura, mas não precisa.

Rende uns 15 pedaços

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