Boicote é a solução para consumidores insatisfeitos?

O Código de Defesa do Consumidor estabelece como seus princípios o direito à informação, determinando que todo produto deve conter dados claros e precisos quanto a quantidade, peso, composição, preço, riscos que apresenta e modo de utilização; e o direito de escolha, sem nenhuma interferência do fornecedor.

Esses dois direitos juntos, garantem ao consumidor uma importante ferramenta que ele pouco utiliza: o boicote. Deixar de comprar, propositadamente, produtos e serviços que não respeitam os direitos do consumidor é um enorme poder de regular o mercado de consumo.

Se uma empresa possui padrões éticos duvidosos, emprega mão de obra escrava, apresenta preços abusivos, desrespeita seus fornecedores, consumidores e/ou o meio ambiente, a maior e mais poderosa ação capaz de coibir a prática é boicotar, deixar de comprar seus produtos, espalhando a notícia para que mais e mais pessoas façam o mesmo.

Ao se valer desse poder, o consumidor deixa de ser o lado mais vulnerável nessa relação e mostra seu poder de ação e discernimento. As consequências financeiras de um boicote podem ser maiores e mais drásticas para uma empresa que uma multa ou qualquer outra sanção dos órgãos de defesa do consumidor.

O consumidor tem se tornado mais e mais consciente dos seus direitos e da forma de exercê-los. Presenciamos num passado recente o boicote pelo aumento das passagens de ônibus, o consumidor ali tomou conhecimento da importância pelo exercício do seu direito, indo as ruas se manifestar.

John Hicks, prêmio Nobel de Economia, disse que “quem garante todos os empregos não é o empresário, sindicalista ou os governantes. São os consumidores”. O boicote é uma ação pacífica, um legítimo exercício de cidadania.

Cerca de 14% da comida produzida no mundo é desperdiçada antes de chegar às lojas

Cerca de 14% da comida produzida no mundo foi desperdiçada, em 2016, antes de chegar aos postos de venda, segundo um relatório da organização de agricultura e comida das Nações Unidas. Os países que mais desperdiçam são das regiões da Ásia, América do Norte e Europa.

“Desperdiçar comida significa uma grande pressão sobre o meio ambiente e uma utilização de recursos naturais desnecessária para a produzir”, disse Qu Dongyu, diretor da organização que elaborou o estudo, à Bloomberg. “Significa essencialmente que os recursos terrestres e hídricos foram desperdiçados, e os gases de efeito estufa foram emitidos sem nenhum propósito”.

O desperdício de alimentos está em foco devido à contribuição para a emissão de gases de efeito de estufa e estima-se que mais de 820 milhões de pessoas em todo o mundo passem fome.

Segundo o estudo, não são só os varejistas alimentares que estão por detrás do desperdício alimentar. Estima-se que os próprios consumidores joguem no lixo cerca de 37% de produtos de alimentos com origem animal e um quinto das frutas e vegetais produzidos em todo o mundo.

A maioria das compras feitas por impulso são de supermercado

Oito em cada dez consumidores admitem que as promoções os levaram a realizar compras por impulso

Ir ao supermercado e acabar comprando mais do que deveria é um hábito comum, seja porque o produto está mais barato, ou porque a pessoa não se planejou. O problema é que muitas vezes a compra é feita sem necessidade. Uma pesquisa conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 33,2% das compras feitas por impulso e sem planejamento acontecem no supermercado, seguidas das compras de roupas (19,2%) e de eletrônicos (13,2%).

De acordo com os entrevistados ouvidos pelo estudo, as compras não planejadas são motivadas pela necessidade de levar vantagens em suas escolhas e pela ansiedade de aproveitar tudo na hora: 30,4% dos entrevistados garantem que o motivo da compra é o preço muito bom, enquanto 20,3% justificam dizendo que viram o produto e ficaram com vontade de comprar e usar na hora.

Promoções potencializam o consumo impulsivo independentemente do estabelecimento comercial, sendo a principal responsável pelo consumo impulsivo: cerca de oito em cada dez consumidores ouvidos (84,1%) admitem que as promoções os levaram a realizar compras sem pensar, e disseram ter a sensação de estar fazendo um bom negócio, seja no supermercado, em shopping centers, lojas de rua ou na internet.

“Os dados sugerem que os consumidores muitas vezes decidem a compra para aproveitar uma oportunidade, e não a partir de uma análise sobre a sua efetiva necessidade”, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Nesse caso, as promoções podem ser as vilãs dos consumidores que não têm planejamento financeiro e dos que, ainda que tenham, não conseguem resistir aos apelos promocionais no ponto de venda”, afirma.

Ao mesmo tempo em que demonstram se sentir bem após uma compra por impulso, tendo prazer de poder comprar tudo o que querem (53,9%, e 60,5% entre os mais jovens), alguns consumidores também são impactados por desconforto emocional, mencionando o estresse, já que é preciso trabalhar muito para poder comprar e pagar o produto (28,7%). Outro sentimento ruim relatado pelos consumidores é a preocupação, pois não sabem se terão condições de pagar o parcelamento (28,3%).

De acordo com Kawauti, muitas vezes a compra por impulso envolve sensações ambíguas e o prazer de concretizar um desejo de consumo pode dar lugar à angústia de ter que lidar com as consequências de um gasto desnecessário, para o qual o consumidor não estava preparado para comprar e não tem dinheiro para pagar.

 

 

Cada brasileiro produz 1,1 kg de lixo por dia

Muitas vezes acabamos comprando objetos (roupas, alimentos, eletrodomésticos, livros…) por impulso, sem ter a exata noção dos impactos que as nossas decisões de consumo causam no ambiente, do destino do lixo que acumulamos e jogamos fora todos os dias, da forma como consumimos água e energia.

De acordo com um estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos (ABRELPE) em 2013 o Brasil produziu 76 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. Somos o quinto maior país na produção de resíduos sólidos urbanos.

Cada brasileiro produz, em média, 1,1 kg de lixo por dia. Apenas 60% vai para um destino correto, sendo o restante, que corresponde a quase 24 milhões de toneladas (equivalente a 168 estádios do Maracanã lotados) tem destino inadequado.

Outro dado importante é que o Brasil deixa de coletar 10% de todo o lixo gerado. São 20 mil toneladas por dia que sequer vão para o aterro sanitário, acabam sendo jogadas em córregos ou no meio das ruas, impactando a saúde e causando sérios problemas urbanos (aumento de pragas urbanas, entupimento de tubulações e causando as enchentes, contaminação do solo dentre outros).

Consumir de maneira consciente, com respeito aos recursos naturais que possuímos, é a chave para um futuro melhor para o nosso planeta.

Onde foi parar meu lixo?

Você sabia que a cidade de São Paulo joga fora diariamente 6.300 toneladas de alimentos (resíduos orgânicos)?!

Engraçado esse termo “joga fora”, né? Parece que o lixo desaparece. O caminhão recolhe e é como se nada mais existisse… Mas o lixo não desaparece, ao contrário, ele não para de crescer e ao se decompor produz gás metano, que é 20 vezes mais poluente que o gás carbônico, contribuindo para o efeito estufa.

Já parou para pensar nisso? Menos desperdício de alimentos significa um planeta melhor para todos.

Conheça o mapa das feiras orgânicas no País

Você sabia que o IDEC possui em seu site um mapeamento das feiras orgânicas no Brasil? Trata-se de uma ferramenta de busca rápida, com objetivo de tornar os produtos orgânicos mais acessíveis aos consumidores e fomentar uma alimentação saudável em todo Brasil. Lá você visualiza onde e quais são os dias de realização de cada uma delas.

E o melhor, acaba de lançar um aplicativo para facilitar essas buscas. O app se chama “Mapa de feiras orgânicas”. Corre lá! Já instalamos o nosso e adoramos!

É um instrumento colaborativo e cada um de nós pode completar o mapa, informando alguma feira, associação ou cooperativa de produtores que porventura não esteja ali presente.

A feira livre representa uma das formas mais antigas de comercialização de produtos agrícolas, desenvolvendo até hoje um importante papel econômico, social e cultural. Elas favorecem os pequenos agricultores, contribuem para a manutenção da produção de produtos artesanais, feitos em pequena escala e fomentam a circulação de renda dentro do próprio município.

Como os produtos são, em grande parte, comercializados pelos próprios produtores, é possível encontrar uma boa variedade e um preço competitivo.

Os indicadores do Sistema Nacional de Segurança Alimentar apontam o crescimento no Brasil de consumo de alimentos ultraprocessados que têm má qualidade nutricional. Outro fator preocupante é o aumento da obesidade e sobrepeso, reflexos do tipo de alimentação que está disponível para a população brasileira.

Consumir produtos frescos e saudáveis é um direito do consumidor que contribui para a sua saúde e bem estar.

Água, Planeta Terra!

Daniela Leite

Ontem conversando com uma amiga surge o tema da falta de água, dessa estiagem terrível que estamos passando e a conversa caminha pela ausência de consciência individual, coletiva e política que faz a situação piorar a cada dia. Poucos são os conscientes que reduzem o tempo de banho, a lavagem do carro, fazem coleta da água cinza da máquina de lavar, da água da chuva, enfim, tomam as medidas necessárias de cuidado e preservação desse que é um dos bens mais preciosos para a nossa vida. Será que podemos fazer mais? Como levar essa consciência para além da nossa aldeia?

Analisamos a mentalidade individualista e como, por não haver racionamento, muitos esbanjam água, lavando calçadas, prédios, carros, preocupados que estão apenas com a sua satisfação pessoal. Exemplos não faltam, já vi até faixa de pedestre sendo lavada em pleno meio-dia, por uma senhora que, tranquilamente observava a água escorrendo desgovernada.

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Saí dessa conversa refletindo muito sobre o que falamos, especialmente sobre o meu tom alarmista, baseado muito na escassez, na falta e no medo. Após algumas horas de reflexão senti que precisava escrever sobre o tema, porém, não com os argumentos postos na conversa de ontem, mas sim pensando sobre o ponto de vista da abundância. Sou uma otimista da nossa humanidade, da genialidade da raça humana. Sei que as grandes mudanças se fazem no aqui e no agora.

Como disse o físico Luiz Alberto Oliveira, o futuro é constituído de presentes inéditos. O agora é um instante, um ponto, o momento presente. O amanhã é uma construção! Não há um amanhã, há muitos amanhãs. Vários são os futuros possíveis a partir das ações que realizamos hoje.

A imprevisibilidade da vida é o que faz dela algo tão mágico e incrível. Quando achamos que tudo está correto, encaixado, em ordem, lá vem a vida e nos dá uma chacoalhada, nos arranca da zona de conforto e faz tudo se movimentar novamente.

Essa é a ordem/desordem estruturada na famosa teoria do caos, em que certos resultados determinados são causados pela ação e iteração de elementos de forma praticamente aleatória. O famoso efeito borboleta, que se refere à dependência sensível às condições iniciais. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. O bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, talvez, provocar um tufão do outro lado do mundo.

Pensando assim, se milhões de borboletas mudam o curso da história num simples bater de asas, sim, minha amiga, vamos conseguir reverter esse problema agindo em rede e conscientizando as pessoas ao nosso redor, que conscientizam outras e mais outras e assim o bater das asas se faz.

Durante décadas, abusamos da natureza depositando nela milhões de componentes químicos, criamos produtos altamente tóxicos, despejamos lixo de toda ordem, interferimos no curso de todos os grandes rios desse Planeta e agora colhemos os frutos das nossas atitudes. Ainda há tempo para reverter, bastando para tanto ter um olhar consciente para a vida, fazer as escolhas pautadas na sustentabilidade do ser, no amor e no pensar coletivo. A chave para a nova era está no pensar coletivo, em entender que somos todos poeira de estrelas e precisamos andar unidos, sem barreiras e que o meu bem estar afeta o bem estar de todos. Como pensar em falta d’água se vivemos no Planeta Água?

Não precisamos vibrar na falta, no medo, mas apenas fazer a nossa parte, o que julgamos o correto a ser feito e plantar essa semente ao nosso redor. Uma atitude muda o mundo!