Em Manaus, ‘Programa de Redução de Desperdício nas Feiras’ arrecada 31 toneladas de alimentos em 7 meses

O “Programa de Redução de Desperdício nas Feiras”, executado pela Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror) de março a setembro de 2019, visa a redução de desperdício de alimentos, garante segurança alimentar à população em vulnerabilidade social e contribui para a erradicação da pobreza, através do recolhimento dos produtos nas feiras de Manaus e a distribuição para instituições cadastradas.

Atualmente, três feiras participam do programa: a Feira da Banana, a Feira da Manaus Moderna e a Feira de Produtos Regionais da ADS, do Shopping Ponta Negra, e de onde saem, semanalmente, aproximadamente 1 tonelada de legumes, frutas e verduras.

Os alimentos arrecadados são armazenados nos caminhões do Programa Mesa Brasil e encaminhados para o Balneário do Sesc, na  Avenida Constantinopla, Campos Elíseos, onde é feita a triagem e a distribuição.

“Com o apoio do Sesc, conseguimos fazer a triagem dos produtos arrecadados, que, a partir daí, são distribuídos para 65 instituições do banco de dados do Programa Mesa Brasil. Vale lembrar que todo ano é aberto o edital para que novas instituições possam se cadastrar”, lembrou Carlos Henrique, coordenador do projeto e servidor da Sepror.

Casa do Migrante Jacamim – Atendendo cerca de 280 pessoas em situação de vulnerabilidade, a Casa do Migrante Jacamim, localizada na avenida Mário Ypiranga, Flores, recebeu, no último dia 10 de outubro, aproximadamente 580 quilos de alimentos, entre verduras e hortaliças, através do Programa.

Para a diretora do abrigo, Soraia Araújo, a captação desses alimentos é muito importante, pois ajuda a combater a fome de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

“Esta entrega causou um impacto muito positivo e coincidiu de termos nesta mesma semana a doação de peixes. Então, aproveitamos para montar um cardápio adaptado ao alimento recebido. Para nós, essa também é uma oportunidade de cuidar da saúde deles, com maior qualidade, já que precisam tanto de apoio nutricional”, declarou Soraia.

ODS – O titular da Sepror, Petrucio Magalhães Júnior, afirma que a redução de desperdício faz parte do Plano Safra Amazonas e é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecido pela Organização das nações Unidas (ONU), visando garantir soberania alimentar.

“Estamos alinhados e trabalhando para erradicar a fome e as desigualdades sociais no Amazonas”, destacou Petrucio Magalhães Junior.

Fonte: Governo do Amazonas

Pesquisa da UFLA utiliza casca de tomate para produzir embalagem antioxidante

Na Universidade Federal de Lavras (MG), diversos laboratórios de diferentes cursos têm buscado em fontes renováveis novas opções de embalagens biodegradáveis, sejam elas ativas, inteligentes ou blendas. Há mais de 13 anos, novas embalagens para alimentos têm sido alvo de diversas pesquisas no Laboratório de Embalagens do Departamento de Ciência dos Alimentos (DCA). Para a professora Soraia Vilela Borges, no futuro as embalagens  deverão ser as “blendas ou compósitos ativos e inteligentes”, ou seja, embalagens que trazem consigo diversas funções e materiais com propriedades antimicrobianas e resistência térmica, por exemplo.

As pesquisas com embalagens no DCA visam atender às demandas de produtos cárneos, derivados do leite e frutas, considerados alimentos mais perecíveis. “Esses produtos requerem embalagens convencionais mais caras, impermeáveis; então, se colocarmos um filme contendo substâncias livres ou encapsuladas, um sachê no interior da embalagem que tenha propriedades antimicrobiana e antioxidante, por exemplo, é possível diminuir o custo daquela embalagem que vai por cima e aumentar a vida útil daquele produto, garantindo também sua segurança nutricional”, explica Soraia. A professora Marali Vilela Dias, que coordena juntamente com a professora Soraia o laboratório, ressalta que os estudos utilizam também a nanotecnologia. “A incorporação dessas nanopartículas contribui para reforçar esses materiais, melhorando suas propriedades e colaborando também  para deixar essas embalagens mais eficientes em suas funções ativas ou inteligentes.”

Uma das pesquisas desenvolvidas atualmente no DCA com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig,  desenvolve uma embalagem que utiliza a casca de tomate para tornar a embalagem antioxidante. “O objetivo deste trabalho é o reaproveitamento da casca de tomate, que é um resíduo da produção de molhos de tomate para a obtenção de um filme biodegradável e antioxidante.

A casca de tomate foi adicionada ao amido de mandioca e as embalagens foram obtidas pelo processo de extrusão”, explica a doutoranda Laura Fonseca. A casca de tomate é rica em licopeno, um poderoso antioxidante responsável pela coloração avermelhada do tomate. “Nos testes iniciais, observamos que o filme com a casca de tomate obteve uma ação antioxidante muito boa e agora vamos aplicar essa embalagem em castanhas. ”

As castanhas possuem problemas com a oxidação lipídica, que provoca a deterioração das propriedades do alimento (causando o chamado ranço). De acordo com Laura, o próximo passo da pesquisa é o teste da embalagem nas castanhas, para verificar o tempo de armazenamento e a ação antioxidante da casca do tomate.

Fonte: Agrolink

Pãezinhos com tapioca amanhecida

Autor: Neide Rigo

Pãozinho com sobras de tapioca. Sabe aquelas tapiocas que não ficaram boas ou que quebraram, ficaram secas, sobraram de um dia pro outro borrachentas?

Pois inventei de fazer uns pãezinhos com elas pra evitar desperdícios, e ficaram super gostosas. Isto, em 2011, e está lá no blog, mas lembrei dela agora para celebrar o dia mundial da alimentação e para responder ao desafio lançado pelo @comidainvisivel, que acredita que no coletivo e de mãos dadas podemos construir o maior livro de receitas e dicas de não desperdício. Então, aqui está minha receita:

Pãezinhos com tapioca amanhecida

400 g de beiju de tapioca amanhecido finamente picado
1,5  xícara de leite
3 ovos pequenos ou 2 grandes
3 colheres (chá) de açúcar
1 colher (chá) de sal
25 g de manteiga em ponto de pomada
Polvilho doce ou castanhas para enfeitar

Modo de fazer:

  1. Para picar os beijus de tapiocas, enrole-os como rocambole, corte tirinhas e depois pique em quadradinhos. Cada xícara padronizada de 240 ml comportou 100 g de quadradinhos.  Coloque numa tigela.
  2. À parte, bata bem  o leite com os ovos, o açúcar, o sal e a manteiga. Despeje sobre a tapioca e deixe hidratar por meia hora. Agora amasse bem com as mãos ou use um mixer (foi o que fiz). Se a massa estiver muito dura, junte mais um pouco de leite. A massa deve ficar bem grudenta, mas se você umedecer as mãos com água, poderá enrolar em bolas.
  3. Para modelar, retire as porções, com colheres de sopa, de mais ou menos 35 g. Coloque em forma untada com manteiga e polvilhada com polvilho doce.  Espalhe por cima polvilho doce peneirado ou castanhas do pará picadas, só pra enfeitar.
  4. Leve ao forno bem quente e deixe assar até que os pãezinhos fiquem com a crosta dourada. Quando estão quentes devem ser comidos sem recheio, pois são bem cremosos por dentro e ficaram deliciosos assim. Quando esfriam, podem ser cortados e recheados, aproveitando o grande oco que se forma.

Rendimento:

25 unidades.

Site: www.come-se.blogspot.com

Número de crianças obesas já é quase mesmo das que passam fome no mundo

Os dados são do documento Situação Mundial da Infância 2019: Crianças, alimentação e nutrição, divulgado na semana passada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

De acordo com o documento, dietas pobres em nutrientes, mas altas em calorias é a realidade de milhões de pessoas em todo o mundo e afeta, principalmente, as populações mais pobres.

Entre 2000 e 2016, a proporção de crianças de 5 a 19 anos com excesso de peso aumentou de 10% para quase 20%. O sobrepeso pode levar ao aparecimento precoce de diabetes tipo 2 e depressão.

Já nas áreas rurais e entre as famílias mais pobres, apenas uma em cada 5 crianças de até 2 anos de idade recebe o mínimo de nutrientes para um desenvolvimento cerebral adequado.

Cerca de 45% das crianças entre 6 meses e 2 anos, por exemplo, não consomem frutas ou legumes e 60% não consomem ovos, leite, peixe ou carne.

Além disso, apenas 40% das crianças com menos de 6 meses são alimentadas exclusivamente com leite materno.

Enquanto isso, as vendas de fórmula à base de leite cresceram 72% entre 2008 e 2013 em países de renda média-alta, como Brasil, China e Turquia.

O Unicef atribui esses números a propagandas inadequadas e políticas ineficientes para estimular e apoiar a amamentação.

Brasil

De acordo com o Unicef, o Brasil reduziu a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos de 19%, em 1990, para 7%, em 2006. No entanto, ainda é um sério problema para indígenas, quilombolas e ribeirinhos.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018, a prevalência de desnutrição crônica entre crianças indígenas menores de 5 anos era de 28,6%. Os números variam entre etnias, alcançando 79,3% das crianças ianomâmis.

No Brasil, o consumo de alimentos ultraprocessados (com baixo valor nutricional e ricos em gorduras, sódio e açúcares) vem crescendo, assim como as taxas de sobrepeso e obesidade.

Uma em cada três crianças de 5 a 9 anos possui excesso de peso. Entre os adolescentes, 17% estão com sobrepeso e 8,4% são obesos.

Na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de crianças menores de 5 anos têm desnutrição crônica (baixo crescimento para a idade), 0,7 milhão têm desnutrição aguda (baixo peso para a altura) e 4 milhões têm excesso de peso, incluindo obesidade.

Fonte:
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Agência Brasil
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Em 7 anos, triplica o número de produtores orgânicos cadastrados no ministério da Agricultura

O interesse por alimentos saudáveis e sem contaminantes tem impulsionado o crescimento do consumo de produtos orgânicos no Brasil e no mundo. Em menos de uma década, o número de produtores orgânicos registrados no Brasil triplicou, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Fonte: Mapa/2019

Em 2012, havia no país quase 5,9 mil produtores registrados e março de 2019, já registrou mais de 17,7 mil, crescimento de 200%. No período também cresceu o número de unidades de produção orgânica no Brasil, saindo de 5,4 mil unidades registradas, em 2010, para mais de 22 mil no ano passado, variação de mais de 300%.

Fonte: Mapa/2019

“A tendência é de crescimento permanente”, afirmou Virgínia Mendes Lira, que chefia a Coordenação de Produção Orgânica, setor do Mapa responsável pelo Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos e pela execução das ações relacionadas ao setor.

Apesar do crescimento exponencial dos registros no cadastro, o universo de produtores orgânicos no Brasil pode ser muito maior. Antes do decreto que regulamenta o setor entrar em vigor, em 2007, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 90 mil produtores que se autodeclararam como orgânicos.

“Houve uma ruptura quando o sistema entra em vigor e os produtores tem que se cadastrar. Nem todos estavam preparados para atender a todos os requisitos que as normas exigem. Então, a gente teve uma alimentação do cadastro nacional à medida que eles foram se sentindo seguros para entrarem no sistema e estarem regulares para comercialização de produtos orgânicos”, explica Virgínia.

Mercado em Brasília pioneiro na comercialização de produtos orgânicos                           Foto: Guilherme Martimon/Mapa

O déficit de registros resulta em baixa oferta no mercado e, consequentemente, preços mais elevados, uma das principais queixas dos consumidores interessados nos orgânicos. Em pesquisa feita há quatro anos pelo Data Popular sobre as principais demandas dos brasileiros ao Ministério da Agricultura, os consumidores relatam que enfrentam dificuldades para encontrar orgânicos e ter acesso aos alimentos a um preço mais em baixo.

Segundo a coordenação de produção orgânica do Mapa, o governo tem buscado meios de dar suporte aos produtores para que eles consigam se regularizar, ampliar a oferta e, assim, reduzir o preço dos produtos.

“Existe um potencial de alcance. A ideia de estarmos desenvolvendo políticas de fomento para o desenvolvimento da agricultura orgânica, é justamente para trazer o produto orgânico para mais perto do consumidor, para que o produto seja o mais socializado possível e não alcance só um nicho de mercado daqueles consumidores que podem pagar mais caro”, comenta.

A coordenadora ressaltou ainda que o Brasil se destaca no mundo como produtor e como mercado consumidor de orgânicos. A expectativa é que o setor consiga retomar ações de fomento à produção orgânica que perderam o fôlego nos últimos anos por falta de recursos.

“É uma ação importante para a sociedade. E a gente percebe também que há uma reação do mercado. Tem empresas de renome que estão buscando investir nisso”.

Entre as ações do poder público que tem impulsionado a produção de orgânicos no Brasil está Política Nacional de Alimentação Escolar, que privilegia o alimento produzido pela agricultura familiar do município. A Política prevê que o agente público priorize a contratação de produtos orgânicos para a merenda escolar.

Selo orgânico

Na pesquisa do Data Popular os consumidores também destacaram que querem mais informações sobre a procedência dos produtos e garantias de que sejam realmente orgânicos. E defendem que deveria ter mais ações de promoção aos orgânicos.

De acordo com a legislação brasileira, o produto orgânico fresco ou industrializado é obtido em sistema orgânico de produção agropecuária ou de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local. Os insumos usados para controle de pragas que atacam o plantio de orgânicos devem ser fitossanitários com uso aprovado para agricultura orgânica e com baixa toxicidade.

Atualmente, existem no mercado diversos tipos de produtos com selo orgânico, desde cereais até bebidas                  Foto: Guilherme Martimon/Mapa

A comercialização dos produtos orgânicos em supermercados, lojas, restaurantes, hotéis, indústrias e outros locais depende de certificação junto aos Organismos da Avaliação da Conformidade Orgânica (OAC) credenciados no Mapa. Até o momento tem 36 OAC credenciados, sendo 25 Sistemas Participativos de Garantia da Qualidade Orgânica (SPG) e onze certificadoras por auditoria. A relação está disponível no site do Mapa.

Os produtos orgânicos nacionais ou estrangeiros devem apresentar o selo federal do SisOrg nos rótulos. E os restaurantes e lanchonetes que servem pratos ou ingredientes orgânicos devem colocar à disposição dos consumidores a lista dos produtos utilizados e seus fornecedores.

Para ser comercializado, produto orgânico deve ser habilitado por certificadoras registradas no Ministério da Agricultura  Foto: Guilherme Martimon/Mapa

Os agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no Ministério ou que vendem exclusivamente de forma direta aos consumidores são dispensados da certificação. Neste caso, os produtores não podem vender para terceiros, somente em feiras ou para serviços do governo (merenda e Conab), e devem portar uma declaração de cadastro junto ao Mapa para comprovar que faz parte de um grupo que se responsabiliza pela produção.

O Ministério da Agricultura, em parceria com outros ministérios, está preparando uma série de atividades de fomento à produção de orgânicos. Na última semana de maio, será realizada a 15ª edição da Semana Nacional dos Orgânicos, com o tema “Qualidade e Saúde: do Plantio ao Prato”.

Fonte: Ministério da Agricultura

Caldos e + caldos, e sem talos e cascas no lixo

Autora: Dani Dahui

Vamos criar um mundo sem desperdício? Parece impossível né? Mas não é, só depende de pequenos gestos do todos nós no nosso cotidiano.

As Meninas da plataforma @comidainvisivel @dleite criaram um movimento para chamar a atenção de todos nós, se cada um fizer a sua parte : conseguiremos

E juntos vamos construir o maior #livro de dicas e #receitas de não #desperdicio do planeta 🙂 !! A minha receita é:

Use todas as sobras de cascas e pontas de legumes, raízes, cebola, louro, carcaça e pele de alguma proteína, sobra de folhas e sobra de temperos frescos para fazer caldos de legumes, peixe, frango, carne, pato e os use para base de molhos, risotos, caldos reconfortantes com massas. (os CALDOS podem ser congelados em forma de gelo e vocês vão usando aos poucos.)

Assim você aproveita tudo, tem uma alimentação saudável e diz não a caldos industrializamos cheios de químicas que só fazem mal.

Ah e claro, busque sempre se alimentar com produtos orgânicos vindo de pequenos produtores. Assim você evita a evasão do campo e tira a força da monocultura.

#juntassomosmaisfortes

site: www.ruella.com.br/blog

Iniciativa de mulheres Xavante resgata e fortalece alimentação tradicional

Desenvolvendo uma série de ações educativas (rodas de conversa, oficinas e atividades práticas), com perspectiva de longo prazo reverter ou amenizar efeitos negativos das mudanças nos hábitos alimentares e a sedentarização, o Projeto Abahi Tebrezê é uma ação das mulheres indígenas Xavantes para o resgate do conhecimento tradicional, por meio da revitalização do cultivo de batatas nativas, na reserva Xavante Pimentel Barbosa (MT).

Iniciado em 2010, o Abahi Tebrezê objetiva o fortalecimento da cultura, da segurança alimentar e nutricional, e da gestão territorial do povo Xavante de Pimentel Barbosa (MT).  Inicialmente conduzido pelos homens, em 2017, as mulheres Xavantes decidiram assumir o protagonismo das ações, argumentado que são elas as mais interessadas na recuperação da alimentação tradicional e no repasse de conhecimentos às meninas e aos meninos da comunidade. O foco adotado pelas mulheres Xavantes no desenvolvimento do projeto tem sido a revitalização da produção das batatas tradicionais, em especial a Mo’ôni, com expedições de coleta em diversos pontos do território e seu cultivo em canteiros demonstrativos perto da aldeia e da escola.

O Abahi Tebrezê é uma iniciativa inspirada em ações anteriores de revitalização da alimentação tradicional xavante, entre eles, o projeto Dasa UptabiDe volta às raízes, que ocorreu entre 2004 e 2007. O projeto Dasa Uptabi, coordenado pelo analista ecológico Frans Leeuwenberg, e que contou com participação de 57 mulheres xavantes das aldeias Tanguro, Papa Mel, Caçula e Pimentel Barbosa, nasceu da parceria entre as mulheres da comunidade Xavante e a Sociedade de Proteção e Utilização do Meio Ambiente/PUMA.

Num intercâmbio de conhecimento intergeracional, anciãs e jovens Xavantes coletaram 20 espécies de batatas silvestres que tradicionalmente faziam parte da alimentação do povo, relembraram as formas de cultivo, as características de cada planta, as formas de comer e as indicações alimentares de cada tubérculo. Os resultados do Dasa Uptabi  podem ser conferidos na cartilha De volta às raízes: Uma tradição A’uwe nunca morre…

A cada ano, por decisão das próprias mulheres Xavante, o projeto Abahi Tebrezê pode envolver também a realização de oficinas de artesanato ou o intercâmbio com outros povos, como ocorreu em 2018, com a visita de mulheres de Pimentel aos Kuikuro (Xingu), realizando troca de artesanato e sementes. Em 2019, o projeto centrou-se na reconstrução do Centro Etnoecológico Ababhi Tebrezê, destruído pelo fogo no ano anterior, localizado às margens do Rio das Mortes, sendo um espaço voltado à realização de encontros, reuniões e oficinas. E, para 2020, as mulheres Xavante manifestaram o desejo de promover debates sobre alcoolismo e violência, e promover atividades culturais.

O projeto Abahi Tebrezê, além do foco na revitalização da alimentação tradicional, possui caráter educativo mais amplo, envolvendo o intercâmbio de conhecimentos, a fortalecimento da cultura, a gestão do território e maior conscientização sobre os direitos das mulheres indígenas na proteção e promoção de garantias à comunidade Xavante. O projeto conta com o apoio da Funai, sobretudo da Coordenação Geral de Promoção da Cidadania – CGPC, envolvendo também a Coordenação Geral de Gestão Ambiental – CGGAM, sendo que em seu início, houve a importante participação da Coordenação Geral de Etnodesenvolvimento – CGETNO.

Campanha 2019 #MulheresRurais, Mulheres com Direitos

De 1º a 15 de outubro, a Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos promove 15 dias de mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionados à igualdade de gênero e ao fim da pobreza rural. O tema norteador da quinzena ativista é “O futuro é junto com as mulheres rurais”, com a hashtag #JuntoComAsMulheresRurais.

O principal objetivo da campanha é destacar o trabalho promovido por pescadoras, agricultoras, extrativistas, indígenas e afrodescendentes. A campanha no Brasil é coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a FAO, a ONU Mulheres, a Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF) e a Direção-Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.

Fonte: Funai

Pão de borra de café

Autor: San Vin Saint Enoteca

Pão de borra de café. Jogar fora? Nunca. As borras de café são ótimas pra fazer cosméticos naturais, energéticos caseiros, colocar na horta e até mesmo no pão. Esse aqui é um dos nossos queridinhos das receitas de reaproveitamento de ingredientes. É só guardar as borras do seu café coado de todo dia num pote e ir usando.

Ingredientes:

450g de trigo Espelta
50g de borra de café
350g de água
150g de levain
10g de sal

Modo de preparo:
1. Aqueça a água e a utilize para infusionar as borras de café. Reserve até esfriar.

2. Misture a infusão do café com o trigo, e sove até que todo o líquido seja absorvido pela massa.

3. Acrescente o levain e sove novamente até que todos os ingredientes estejam incorporados.

4.Por fim, acrescente o sal e sove até atingir o ponto da massa.

Nota: o ponto da massa é conhecido por “ponto de véu”, quando a rede de glúten está formado de maneira que ela pode ser esticada sem se rasgar. Coloque a massa em um bowl, cubra com um plástico filme e leve à geladeira para a primeira fermentação (24hrs). Retire a massa do bowl e coloque em uma superfície com azeite. Deixe descansar por 10 minutos e inicie as dobras. Faça 4 sessões de dobras puxando as pontas para o centro com intervalos de 15 minutos entre cada uma delas. Feito isso, modele a massa e coloque em uma cesta com tecido levemente enfarinhado, deixando descansar por mais ou menos 1 hora e meia. Coloque em uma forma com farinha ou panela de ferro previamente aquecida, faça um corte na massa com navalha ou faca bastante afiada e leve ao forno a temperatura de 240° por 30 minutos. Abaixe a temperatura para 200° e deixe por mais 15 minutos.

Site: www.saintvinsaint.com.br

Afinal qual a importância do prazo de validade?

O prazo de validade é uma informação obrigatória na embalagem de todos os alimentos para informar ao consumidor a data, indicada pelo fabricante ou embalador, até a qual ele conserva as características de qualidade e segurança.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, caso o consumidor encontre produto com prazo de validade vencida, deve pleitear a substituição desses itens por outros similares. Se o fornecedor não dispor de tais produtos, deverá restituir a quantia paga, sem prejuízo de eventuais perdas e danos. Isso acarreta a perda de milhões de toneladas de alimentos que são incinerados pela indústria alimentícia por estarem com o prazo de validade vencido.

A data de validade sugere que os alimentos se tornam impróprios para o consumo e isso faz com que os consumidores joguem fora, sem provar, os produtos que passaram da data de validade.

Ao contrário da informação “consumir até”, que indica risco real a saúde, a “data de validade” apenas garante que determinadas características do produto permanecerão as mesmas.

Evitar o desperdício é estar atento a data de validade, mas, antes de jogar fora produtos supostamente fora do prazo, há que se analisar.

Uma ONG dinamarquesa Folkekirkens Nødhjælp deu um belo exemplo para o mundo, inaugurou em Copenhague o Wefood, o primeiro supermercado dedicado à venda de produtos vencidos – que iriam para o lixo por estarem fora da validade, mas que ainda se encontram apropriados para o consumo. Há uma equipe que analisa a qualidade dos produtos que são vendidos por um valor bem menor do que o normalmente encontrado nos supermercados.

Reduzir a perda de alimentos e o desperdício ajuda a lidar com as mudanças climáticas

A perda e desperdício de alimentos gera entre 8 a 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidos por seres humanos, de acordo com o novo relatório sobre as mudanças climáticas, o primeiro a destacar a relação estreita entre os fracassos do Sistema alimentar e mudança climática.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) adverte há anos sobre a magnitude deste problema: quase um terço de todos os alimentos que produzimos – 1,3 bilhão de toneladas por ano – é perdido ou desperdiçado.
Se compararmos as emissões de gases de efeito estufa associadas à perda e ao desperdício de alimentos à dos países, elas representariam o terceiro maior emissor global, depois da China e dos EUA.

Além disso, 38% dos recursos energéticos consumidos pelo sistema alimentar global são utilizados para produzir alimentos perdidos ou desperdiçados não só devido a ineficiências e limitações nos sistemas de produção e fornecimento de alimentos, mas também durante o consumo.

A prevenção da perda de alimentos pode contribuir para reduzir as emissões do setor agrícola por duas razões: primeiro, porque reduzir as emissões diretamente associadas à produção de alimentos perdidos ou descartados e segundo porque eliminar a pressão sobre os recursos naturais evita a necessidade de converter terras e expandir a fronteira agrícola.Atualmente, quase 30% das terras agrícolas do mundo são usadas para produzir alimentos que nunca serão consumidos, representando uma área semelhante à área total do continente antártico.

Esta é uma dinâmica completamente insustentável que deve ser alterada o mais rápido possível. O Chile tem sido um dos países a reagir a essa questão. Desde 2017, o governo implementou um Plano de Ação e um Programa Nacional de Consumo e Produção Sustentável, com prioridade no sistema alimentar e a redução de perdas e desperdícios na cadeia de valor, incluindo o consumo no nível doméstico. O governo lidera a iniciativa que reúne vários atores que trabalham em três áreas: regulamentação e leis; pesquisa, tecnologia e produção de conhecimento; e comunicação e conscientização para conscientizar e compartilhar as ações que resolvem o problema.

Esta experiência foi apresentada no evento paralelo “Revertendo a mudança climática cuidando dos alimentos”, que a FAO realizou na edição de 2019 da Semana do Clima da América Latina e Caribe. A chave é reformar o sistema alimentar para produzir alimentos saudáveis ​​de forma mais eficiente, investindo na incorporação de inovação tecnológica. Juntamente com soluções técnicas, podemos promover mudanças nos padrões de consumo para reduzir o desperdício.

O trabalho da FAO com os países da região progrediu e, após a fase de conscientização, concentra-se nas soluções em si. Nessa linha, apoiou a geração de 5 leis sobre a redução do desperdício de alimentos. Eles aprovaram as leis Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru; enquanto Costa Rica e Uruguai ainda estão trabalhando nisso.

A FAO também promove parcerias com o setor privado, uma vez que o diálogo com esse grupo é um fator determinante no processo de redução de perdas e desperdícios. Além disso, nessas mudanças necessárias, os esforços da sociedade civil, como os bancos de alimentos, que enfrentam a questão ética, levando ao acesso a alimentos para populações vulneráveis, são significativos.